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Cuidar de si mesmo: O caminho para superar a Codependência!

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"Não é tão fácil quanto gostaríamos encontrar a felicidade, mas não a encontraremos em outro lugar, senão dentro de nós mesmos!"


A codependência é um padrão de comportamento aprendido que pode afetar profundamente nossos relacionamentos e bem-estar. Uma pessoa codependente permite que o comportamento de outra pessoa a afete e se torna obcecada em tentar controlá-la. Embora a definição possa parecer simples, a jornada para solucionar esse problema é complexa, envolvendo um mergulho profundo no universo de emoções, reações e motivos, nem sempre claros e explícitos.

Sem a pretensão de oferecer um diagnóstico, convidamos você a observar e refletir sobre os desafios que possa estar enfrentando em seus relacionamentos, à luz da codependência.

Compreendendo a Codependência e Seus Impactos

No cerne da codependência, reside o desejo de controlar o outro, reagindo de forma intensa às suas ações. Frequentemente, esse padrão vem acompanhado de comportamentos obsessivos e compulsivos, como o uso de substâncias (drogas, álcool), transtornos alimentares, ou dependência de sexo, culminando muitas vezes em quadros de depressão.

Um relacionamento codependente é inerentemente complexo, nutrido por diversos fatores, entre os quais se destaca um medo persistente de perder o outro. A codependência não tem idade definida; pode manifestar-se desde a infância até a vida adulta, em diversos contextos familiares ou sociais.

Para o indivíduo codependente, a solução de seus próprios problemas parece residir no outro. Contudo, a verdade universal é que a solução para os nossos desafios, enquanto seres humanos, nunca está no externo, mas sim em nosso interior. Focar incessantemente no outro pode levar a consequências dolorosas: depressão, baixa autoestima, raiva e ressentimento, especialmente quando os desejos não são atendidos. Em alguns casos, a culpa emerge, resultando em abandono e falhas na comunicação.

Sinais de Alerta: Comportamentos Codependentes

Observe se você ou alguém próximo manifesta as seguintes ações, que podem indicar um padrão de codependência:

  • Preocupação exaustiva com os problemas alheios.

  • Tentativa de ajudar de maneiras inadequadas ou intrusivas.

  • Dificuldade em estabelecer limites e dizer "não".

  • Esforço para forçar os outros a agirem de determinada forma.

  • Ferir os outros, e consequentemente, a si mesmo.

  • Medo de expressar ou confiar em seus próprios sentimentos.

  • Sentimentos persistentes de traição.

  • Rendimento a mentiras ou autoengano.

  • Desejo de vingança ou de punir os outros.

  • Raiva intensa, com pensamentos extremos.

  • Luta insistente por direitos, mesmo quando não reconhecidos pelos outros.

  • Foco excessivo em aspectos negativos ou trágicos.

A Cura: Redescobrindo o Amor Próprio e a Confiança

Os codependentes precisam reaprender a viver e a amar. É fundamental que acreditem em seu próprio valor e percebam que outras pessoas também reconhecem isso. Eles precisam desenvolver a capacidade de satisfazer suas próprias necessidades, desejos e carências, sem causar dor a si mesmos ou aos outros. Adotar maneiras de pensar positivamente e gerar emoções e sentimentos mais gratificantes pode se tornar um hábito transformador.

O amor e a confiança são elementos frágeis que nos tornam vulneráveis. Embora nem sempre as feridas se curem por completo, eles possuem a capacidade de se regenerar com o tempo. Sair da autonegação e liberar o estresse acumulado pode acelerar e fortalecer o processo de cura.

Como Lidar com a Codependência de um Ente Querido

Para aqueles que convivem com um codependente, algumas diretrizes podem ser úteis:

  • Codependentes não vivem isolados; sempre há alguém que, inadvertidamente, alimenta o comportamento.

  • Eles necessitam de ajuda profissional. Incentive-os a buscar tratamento.

  • O conflito direto raramente melhora a situação.

  • Ignorar o problema também não é a solução, pois a codependência não desaparece por si só.

  • Pode haver uma predisposição genética; evite rotular ou estigmatizar.

  • Se a codependência afeta um membro da família, é benéfico que todos busquem esclarecimento e apoio profissional.

Melody Beattie e a Essência da Recuperação

Melody Beattie, em sua obra seminal "Codependent No More" (Codependentes Anônimos: Como Deixar de Controlar a Vida dos Outros e Cuidar da Sua Própria), enfatiza a importância de desvencilhar-se da obsessão pelo outro para focar na própria recuperação. Ela destaca que a principal tarefa do codependente é cuidar de si mesmo, aprender a estabelecer limites saudáveis e a se amar incondicionalmente.

Beattie afirma: "A cura para a codependência não está em controlar os outros para que sejam o que queremos que sejam. Está em mudar a nós mesmos." Sua perspectiva reforça que a verdadeira liberdade e felicidade residem na capacidade de assumir a responsabilidade pela própria vida, emoções e escolhas, liberando o controle sobre os outros.

A Cinesiologia e os Testes Musculares: Uma Ferramenta para a Transformação

A Cinesiologia Aplicada, juntamente com os Testes Musculares, oferece uma abordagem profunda para identificar e resolver os padrões de codependência. Ao testar as respostas musculares do corpo, é possível acessar informações subconscientes sobre:

  • Identificação da Origem: Em que momento da vida o padrão de codependência foi aprendido e quais fatores estressores desencadearam esse processo.

  • Liberação de Estresse: A cinesiologia ajuda a reduzir o estresse associado a traumas passados e a padrões de pensamento limitantes que perpetuam a codependência.

  • Evolução da Consciência: Ao trazer à tona as dinâmicas inconscientes, a Cinesiologia auxilia na elevação da consciência sobre esses comportamentos autodestrutivos, permitindo que o indivíduo se sinta apto a fazer novas escolhas.

  • Novas Conexões: Com a redução do estresse e uma maior clareza, a pessoa pode aprender a se relacionar consigo mesma e com os outros de maneira mais serena, equilibrada e autêntica.

Os Testes Musculares oferecem um caminho para o corpo comunicar onde as tensões e os bloqueios estão armazenados, permitindo que o terapeuta cinesiologista utilize técnicas específicas para restaurar o equilíbrio energético e emocional. Este processo facilita a autodescoberta e a reorganização interna necessária para abandonar os ciclos de codependência.

CODEPENDÊNCIA? Nunca Mais!

Que possamos todos cultivar uma semana de serenidade, autocuidado e o reconhecimento de que a verdadeira felicidade e plenitude nascem de dentro para fora.

Abraços carinhosos,

Márcia Dario

 
 
 

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Abraços carinhosos

Márcia Dario 

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